Auxiliar o coletivo de professores na análise e problematização dos videodocumentários

por Anselmo Lima

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Ao serem empregados os videodocumentários em reuniões pedagógicas com os docentes, o décimo primeiro passo na implementação de uma Clínica da Atividade Docente nas escolas é auxiliar o coletivo de professores na análise e problematização desses mesmos videodocumentários, de modo que formulem providências didático-pedagógicas a serem tomadas por eles mesmos e/ou pelos gestores educacionais.

Logo na abertura da reunião, é importante que o Coordenador Pedagógico explique aos docentes que o objetivo é que eles mesmos, entre si, por meio de discussões coletivas, façam a análise e tirem conclusões a respeito dos episódios de sala de aula tematizados pelos videodocumentários. Nesse momento, é importante também enfatizar que o foco das discussões não recairá necessariamente sobre este ou aquele conteúdo específico desta ou daquela disciplina, pois o objetivo é que se discutam práticas pedagógicas, e não disciplinas e conteúdos. A ideia é deixar claro para os docentes que se, de um lado, estão separados e isolados em grupos de disciplinas com seus respectivos conteúdos; de outro lado, há algo que poderia e deveria agregá-los e uni-los muito mais: o fato de todos serem professores e de um grande número de dificuldades enfrentadas em sala de aula serem as mesmas para todos, independentemente da disciplina ou conteúdos que ministram.

Se essa for precisamente a abordagem nesse tipo de reunião pedagógica, a apresentação dos videodocumentários aos professores os levará a inevitavelmente se reconhecerem nas dificuldades de seus colegas e a perceberem que têm muito a dizer, compartilhar e discutir sobre elas. Assim, o Coordenador Pedagógico que estiver conduzindo a reunião, sempre respeitando os professores como os verdadeiros especialistas naquilo que fazem, deverá auxiliá-los na identificação e na descrição detalhada de pelo menos um problema ou dificuldade de sala de aula em comum, o qual – como explicarei no próximo passo de implementação da Clínica da Atividade nas escolas – deverá ser registrado em ata oficial de modo resumido, mas completo, incluindo-se as providências didático-pedagógicas a serem tomadas tanto de forma imediata pelos professores, naquilo que estiver prontamente a seu alcance, quanto de forma gradativa (mas efetiva!) pelos gestores educacionais, naquilo que a eles couber.

Leia no Blog os posts anteriores para saber mais! Os primeiros posts fizeram a introdução ao problema da formação continuada e da saúde do professor nas escolas. Os posts seguintes discutiram uma fundamentação teórica e os posts atuais estão apresentando a Clínica da Atividade Docente como proposta prática de resolução do problema. No futuro, os posts apresentarão e discutirão um exemplo bem-sucedido de implementação dessa proposta em uma instituição pública de ensino.