Como se deu o estabelecimento de uma parceria de trabalho com os alunos?

por Anselmo Lima

parceria alunos clínica da atividade docente UTFPR.jpg

Após a formação da primeira dupla de professores para tratamento clínico da atividade docente na UTFPR-PB, o quinto passo na implementação da Clínica da Atividade Docente nessa instituição foi o estabelecimento de uma parceria de trabalho com os alunos das turmas indicadas por esses professores. Eu e a Pedagoga Dalvane Althaus fomos a essas turmas, juntamente com os docentes, no horário das aulas, com a finalidade de lhes apresentar as linhas gerais do trabalho que pretendíamos realizar e os objetivos que tínhamos em vista.

Especialmente por se tratar de alunos de um curso superior, não houve entre eles menores de idade. Se tivesse havido, nos teria sido necessário estabelecer a parceria de trabalho também com seus pais ou responsáveis. Na ocasião da conversa com os discentes, os detalhes e os objetivos de implementação da Clínica da Atividade Docente lhes foram apresentados e eles decidiram por unanimidade que gostariam de participar e apoiar a iniciativa.

Pareceram-nos, na verdade, bastante “empolgados” com a novidade e, com isso, foi muito interessante notar como, a partir daquele momento, se desencadeou em todos eles um processo de auto-observação. De fato, com esta proposta, a introdução de um observador externo na sala de aula ou, até esse estágio do trabalho, a simples ideia de ter esse observador presente em sala de aula levou de imediato os professores e seus alunos a juntos se observarem com os olhos do(s) outro(s)! Isso, inevitavelmente, como pudemos constatar e como relatarei em breve, provocou uma mudança bastante produtiva do comportamento de ensino-aprendizagem em sala de aula.

Em meu próximo post, apresentarei o sexto passo de implementação da Clínica da Atividade Docente na UTFPR-PB: a observação e o registro de aulas por escrito.