Como se deu o trabalho pedagógico de observação e registro escrito de aulas?

por Anselmo Lima

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Após o estabelecimento de uma parceria de trabalho com os alunos para tratamento clínico da atividade docente na UTFPR-PB, o sexto passo de implementação da Clínica da Atividade Docente na instituição foi o de observação e registro escrito de aulas da dupla de professores voluntários.

Para essa finalidade, foi criado um formulário simples, com campos específicos no cabeçalho para preenchimento de informações básicas como nome do professor, curso, disciplina, departamento, turma, data, horário, local ou sala. Além disso, o formulário possui – logo abaixo do cabeçalho – uma tabela com linhas em branco na frente e no verso, divididas em duas colunas: uma bem estreita, à esquerda, intitulada “Tempo”, e outra larga o suficiente para que em suas linhas se possa anotar a descrição/narração do que acontece na aula observada. Por esse motivo, essa coluna é intitulada “Descrição da aula do professor”.

O trabalho foi realizado no período noturno, com agendamento prévio combinado com os professores e seus alunos. A Pedagoga Doutoranda Dalvane Althaus e eu chegamos à sala cerca de cinco minutos antes do início das aulas a serem observadas. O objetivo foi verificar também um pouco do movimento gradual de chegada do professor e dos alunos, bem como de “acolhimento” de uns pelos outros. O objetivo foi também observar e identificar precisamente o modo como a aula é formalmente instaurada (ou iniciada) e levada adiante.

A partir daí, bem cientes de que a neutralidade absoluta é sempre impossível em qualquer trabalho de observação e registro escrito, buscamos anotar em nosso formulário o que se passou nas aulas de cinco em cinco minutos, indicando os minutos na coluna do “Tempo” e a descrição/narração das ações de aula, na coluna da “Descrição da aula do professor”. Nosso esforço foi de evitar registrar as ações de forma avaliativa ou crítica (em termos de “positivo” ou “negativo”, por exemplo), com o objetivo de não nos colocarmos como “especialistas externos” na atividade dos professores.

Em meu próximo post, falarei sobre como se deu nosso trabalho de auxílio aos professores na análise e problematização das aulas que observamos e registramos por escrito.